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CLUB DE AEROMODELISMO

DE SANT’ANA

Praça Campo de Bagatelle, 300 - Santana
São Paulo - SP - Fone (11) 2221-6639

Manual
para o iniciante em aeromodelismo

”VCC” - VOO CIRCULAR CONTROLADO

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER
E NÃO TINHA A QUEM PERGUNTAR

 

TREINAMENTO BÁSICO - “TAMANCO - B”
CB 25 - OS 25

 

ACROBACIA INTERMEDIÁRIA - “T-25”
CB 25 - OS 25

 

1 - APRESENTAÇÃO

O AEROMODEDELISMO oferece uma grande variedade de opções, sendo dividido em três modalidades básicas: VOO LIVRE, VOO CIRCULAR (U-CONTROL ou VCC) E RADIOCONTROLE (R/C). Dentro dessas três modalidades existem inúmeras subdivisões, atendendo a todos os gostos e bolsos.

Por razões práticas, a opção preferencial para o iniciante (MANICACA, em gíria aeronáutica) é o VCC, por não exigir grandes espaços abertos necessários ao VOO LIVRE e ao R/C, ser mais seguro que este último e permitir um gasto inicial menor. Também a limitação dos comandos a dois movimentos básicos (subida/descida) e o relativamente baixo refinamento aerodinâmico necessário para modelos simples de treinamento, fazem do VCC o caminho natural para o iniciante. Aí, ele (ou ela) aprende os conceitos básicos de construção, manuseio de motores, reações aos comandos, nomenclatura (veja anexo I), etc. Posteriormente poderá optar por permanecer na mobilidade e aperfeiçoar-se em alguma das especialidades (acrobacia de precisão, combate, corrida, escala e velocidade) como opção de progresso ou passar para o R/C.

 

2 - CUSTO E ADEQUAÇÃO DO EQUIPAMENTO

O AEROMODELISMO não e um esporte “gratuito”, especialmente nas modalidades que demandam equipamentos mecânicos e eletrônicos mais sofisticados, o que não é o caso do VCC. Analisemos isso sob um ponto de vista realista e prático. Uma “mountain bike”, uma prancha de surf, equitação canoagem, etc, são tão ou mais caros que o AERMODELISMO. Como em qualquer esporte técnico, há gradações de complexidade e custo, cabendo ao praticante definir o nível de despesa que quiser e puder atingir. Para colocar esta afirmação em perspectiva, lembramos que um carro dos chamados “1000 cc” nos leva ao trabalho, à escola ou a passeios da mesma forma que um Ferrari: o primeiro custa 22 mil reais, o segundo, 600 mil reais.

Deve-se levar em consideração que à medida que o aeromodelista vai se aperfeiçoando, a quebra de equipamentos vai ficando cada vez menor e começa a haver a possibilidade de reciclagem de peças e equipamentos, diminuindo assim o custo de novas construções.

Motores, rodas, tanques, arames, etc... vão sendo aproveitados. Evidentemente, uma despesa inicial, quando não se tem nada, não pode ser evitada. Aí, entra a necessidade de bom senso e orientação prática para evitar a compra de equipamentos inadequados ou excessivamente sofisticados, obtendo-se a melhor relação custo/eficiência possível.

O propósito deste manual é justamente orientar os primeiros passos, analisando de forma objetiva e prática os itens básicos de que deverá dispor o aeromodelista iniciante, ao menor custo possível.

Mas afinal, o que é despesa básica pra quem está começando do zero?

Com um custo aproximado entre R$ 500,00 a R$ 700,00 estaremos voando com todo o equipamento básico necessário, incluindo-se aí peças de reposição normais como velas e hélices (sobressalentes). Este equipamento inclui um motor que, se bem cuidado e corretamente amaciado, durará anos e anos, podendo ser passado de um avião para outro. Como se vê, nada de exagerado.

 

3 - FERRAMENTAS BÁSICAS

a) Para a construção de aeromodelos (geralmente Kits)

• Superfície plana para a montagem; pode ser uma mesa, placa de compensado, placa de vidro, etc, sem empenos, com tamanho mínimo de aproximadamente 1,00 x 0,50m;

• Faca de modelismo tipo X-acto (ou estilete / faca tipo OLFA);

• Alfinetes não muito finos;

• Régua de metal (ou barra de metal reta) para cortes;

• Serra tico-tico (manual, de arco);

• Alicate pequeno;

• Lixas (basicamente no 120 e 320);

• Furadeira para furos de 1/8” nos montantes do motor, base do balancim, montagem de trem de pouso, etc;

• Torno de bancada (ou alicate de pressão) para dobrar arames.

b) Para a caixa de campo

• Alicate pequeno;

• Alicate de bico fino;

• Chave de fenda pequena;

• Chave de parafuso Philips ou Allen (caso os parafusos do cabeçote do motor sejam desse tipo);

• Faca tipo OLFA;

• Chaves para a vela e porca da hélice (pode ser a universal em forma de cruz ou chaves separadas);

OBS: não há necessidade de repetição de ferramentas; a mesma faca ou alicate servem para a construção e para a caixa de campo. Também não há necessidade de se comprar ferramentas especiais, se existirem em casa; podem ser tranquilamente utilizadas.

 

4 - EQUIPAMENTO NECESSÁRIO PARA O VOO

• Evidentemente, o AVIÃO!!!

• Motor adequado ao avião, com hélices e velas sobressalentes (basicamente uma vela e 3 ou 4 hélices);

• Cabos de controle e manete. Para avião pequeno com motor 25, cabo entre 16m e 17m (se importado 52’ a 56’). A manete deve ter a saída dos cabos afastados não mais de 10cm entre si, para evitar sensibilidade excessiva.

• Bateria ou pilha para a vela (com os cabos de conexão, se necessário). A melhor opção é o chamado “Glow Starter”, que vem com o carregador e dispensa cabos, garras, etc. Uma alternativa é o uso de pilhas grandes comuns ou bateria ácida de 2 Volts. Cuidado: se usar a bateria de 2 Volts, use fio bem longo (1,5 a 2m) para não queimar a vela, que normalmente é para 1,2 a 1,5 V.

• Combustível – álcool metílico e óleo de rícino, em proporção de 4 partes de álcool para 1 de óleo; pode ser comprado pronto, com a seguinte especificação: tradicional, com 20% de óleo, sem nitro;

• Auxiliar para segurar o avião para a decolagem;

• Local adequado (pista).

 

5 - O AVIÃO E O MOTOR

O ideal para iniciação é um avião de tamanho médio, isto é, para motor 25, perfilado (fuselagem de chapa com motor de lado), com envergadura entre 0,80 e 1,00m e acabamento simples, apenas o suficiente para selar a estrutura contra o óleo. Aviões muito pequenos em geral são desconfortavelmente rápidos e instáveis e aviões muito grandes intimidam o novato. Robustez e simplicidade são essenciais, pois terá que ser consertado e remendado inúmeras vezes. É importante que esteja corretamente alinhado e balanceado (em linguagem técnica, diz-se “trimado”), sem empenos, com os comandos bem livres (sem atritos) e regulados para evitar sensibilidade exagerada. Isto significa cuidado na construção, que deverá ser executada sob a supervisão de uma pessoa experiente.

Um avião de treinamento bem “trimado” tem as seguintes características:

• Centro de gravidade (CG) a aproximadamente 30% ou 35% da corda da asa; por exemplo, um avião cuja asa tem largura de 20cm deverá ter o CG localizado entre 6 e 7 cm atrás do bordo de ataque (parte frontal da asa);

• Peso na asa externa (20 a 25g);

• Asa interna ligeiramente maior que a externa (2 a 3cm);

• Leme vertical com o bordo de fuga (parte traseira) ligeiramente para fora do círculo;

• Saída dos cabos na asa interna ligeiramente para trás em relação ao CG;

• Eixo de tração do motor, asa e estabilizador alinhados na horizontal (paralelos entre si);

• Motor ligeiramente virado para fora do círculo (olhando-se para cima). Geralmente coloca-se uma arruela nos dois parafusos de fixação dianteiros, entre o motor e o montante na fuselagem;

• Peso – todo esforço possível deve ser feito para manter o peso final do modelo baixo; entretanto a localização do CG é de vital importância e deve ser obtido mesmo que se tenha que adicionar contrapeso ao nariz (provável) ou à cauda (quase nunca). Um modelo pesado de cauda (CG recuado) não voa bem, é ultrassensível, instável e pousa mal.

OBS: Veja detalhamento no anexo II

 

6 - A CAIXA DE CAMPO

É uma caixa que tem por objetivo acondicionar e transportar os equipamentos já relacionados para o local do voo. Pode ser construída especificamente para este fim, comprada pronta ou adaptada. Por exemplo, uma caixa de pesca, uma caixa de plástico com divisórias e por último até uma caixa de papelão resolvem o problema.

Para abastecer o tanque do modelo com o combustível, pode ser utilizada uma almotolia de plástico, seringa grande ou a própria gravidade, adaptando-se tubulação adequada à vasilha de combustível. Não há necessidade de bombas elétricas ou até mesmo manuais nesse estágio.

 

7 - PROCEDIMENTOS BÁSICOS

a) Antes de sair de casa

• Verifique o avião e o motor: nada quebrado, solto ou desaparafusado. Cuidado especial ao verificar se os parafusos de fixação do motor e a porca da hélice estão apertados (na pista, faça essa verificação a cada dois voos). Verifique se a barra do carburador está na posição correta (furo para baixo) corretamente apertada. Verifique também se a vela está apertada.

• Verifique a caixa de campo: se estão presentes cabos e manete, bateria carregada, combustível suficiente, almotolia, seringa ou outro recurso para o abastecimento, sobressalentes (velas e hélices), ferramentas, papel toalha ou pano para limpeza das mãos e do avião, etc.

b) Antes do voo

• Verifique as conexões dos cabos no avião e na manete;

• Verifique se o cabo de regulagem na manete está travado;

• Verifique a regulagem da manete – posição confortável de empunhadura;

• Verifique se a pista está desobstruída (sem pedras, paus, etc) e segura (não há pessoas, animais, objetos, etc, dentro do raio de voo).

c) Orientação para o auxiliar (segurador/soltador)

• Segure o avião com cuidado para não quebrar nada, especialmente na estrutura da asa;

• Após o motor ligado e o piloto no centro do círculo, só solte o avião após sinal claro e inequívoco do piloto. Por exemplo, combine que o piloto levantará a mão desocupada à altura da cabeça para sinalizar “atenção” e a abaixará repentinamente para sinalizar “largada”.

• O avião deve ser posicionado com os cabos esticados, o nariz virado ligeiramente para fora do círculo de voo e largado, nunca empurrado, com as rodas tocando o solo sem pressão para baixo Ao soltá-lo, retire rapidamente as mãos para evitar choque com o leme ou asa. Cuidado também no posicionamento do corpo em relação ao avião, para evitar que alguma parte se choque com uma perna ou braço.

d) Voo

Os primeiros voos devem ser feitos com acompanhamento de um instrutor, utilizando manete dupla ou colocará sua mão sobre a mão que empunha a manete e girará junto com o iniciante, ficando o aeromodelo duplamente comandado. Entretanto é bom gravar os seguintes procedimentos:

• Ao iniciar o voo, se após algumas voltas ficar tonto, avise claramente ao instrutor e aguarde sua ordem para soltar a manete e sentar-se. Algumas pessoas no início ficam um pouco tontas, outras não sentem nada e outras ainda ficam desconfortáveis, porém conseguem dominar o mal-estar. Não se preocupe, com persistência, todos se acostumam após alguns voos.

• Ao Comandar, use movimentos suaves, de preferência no cotovelo e não no pulso. Procure a todo custo evitar “reações de pânico”, empregando movimentos muito bruscos e exagerados na tentativa de efetua correções rápidas demais.

• A técnica de pilotagem está em saber dosar os movimentos na manete para obter a reação desejada com segurança e em antecipar as reações do avião. Por exemplo, quando o avião fica de frente para o vento, tende a subir e ao pegar o vento de cauda, tende a afundar um pouco. Com a prática, o piloto aprende a reagir automaticamente a essas situações, efetuando sem sentir as correções antecipadas, com a intensidade necessária.

• Na decolagem, com o avião correndo no solo, mantenha os comandos neutralizados até o avião atingir velocidade suficiente para decolar. Em geral, faz isso automaticamente ou com comando “para cima” mínimo. Ao sair do chão, procure imediatamente nivelar o avião. A maior parte dos acidentes ocorre por excesso de comando “para cima”, fazendo com que avião suba muito e, estando ainda demasiadamente lento, não consiga esticar os cabos; estes, além de não transmitirem comando efetivo ao profundor, puxam o avião para dentro e para baixo no círculo. Ao sair do chão o mais suavemente possível, nivele a 2 ou 3 metros de altura e deixe o avião acelerar à velocidade do voo (em geral, de meia a uma volta).

• Quando o motor corta por término de combustível, a tendência instintiva do iniciante é dar comando “para cima” para tentar manter a altitude. Errado: procure baixar ligeiramente o nariz para manter a velocidade e assegurar a eficiência dos comandos. Se no momento em que o motor cortar tentar levantar o nariz do avião, a desaceleração brusca e o nariz alto causam imediatamente uma condição de “estol” com perda de sustentação da asa, fazendo o avião despencar sem comando em um mergulho irreversível para o iniciante.

 

8 - SUGESTÕES PARA O AVIÃO E MOTOR

No site do C.A.S.A. (www.casavcc.com.br), você encontrará várias opções de plantas para download e contrução de seu aeromodelo. E após o treinamento inicial, você poderá progredir para as manobras acrobáticas básicas (loops, wing-over, voo de dorso, oitos, etc.). Equipá-lo com motor nacional CB 25, hélice 8x6 ou 9x5. O cabo deve ser de 15 a 17 metros.

Caso prefira adquirir um kit para montar, procure um com características semelhantes (perfilado, para motor 25). Além de kit nacionais encontrados em lojas especializadas (em São Paulo, CASA AEROBRÁS, no Rio, HOBBYLÂNDIA; entre outras), como o TAMANCO B e o T-25, pode-se comprar kits e motores pelo correio, principalmente dos EUA. A BRODAK (endereço abaixo) é uma das mais conhecidas, oferecendo vários modelos adequados (Tomahawk, Flite Streak, Trainer, Akromaster, etc). Quanto a motores, são adequados o CB 25 (nacional), OS 25, etc.

Lembre-se: antes de escolher um modelo e motor para comprar, consulte um conhecedor para se assegurar de que o conjunto é compatível.
Em nosso clube, você encontrará pessoas que poderão orientar você iniciante sobre por onde começar as aquisições e onde encontrará melhores preços.


 

CASA AERO BRÁS
Rua Major Sertório, 192 - Vila Buarque
São Paulo – SP – 01222-001
Fone: (11) 3255-0544
www.casaaerobras.com.br

BRODAK MFG & DISTR CO. INC

100 Park Avenue, Carmicheaels, PA 15320 – EUA
www.brodak.com

 

ANEXO I

NOMENCLATURA DAS PARTES DO AEROMODELO


01 - Asa
02 - Flaps (fixos)
03 - Cabine
04 - Fuselagem
05 - Leme vertical
06 - “Horn”
07 - Profundor
08 - Estabilizador
09 - Bequilha (patim)
10 - Haste de comando
11 - Suporte da haste
12 - Balancim
13 - Cabos de saída
14 - Grampos de conexão
15 - Guia dos cabos
16 - Motor
17 - Trem de pouso
18 - Presilha do trem
19 - Tanque de combustível
20 - Spiner
21- Hélice

 

ANEXO II

BALANCEAMENTO E AJUSTE DO AVIÃO (“TRIMAGEM”)

 

ACROBACIA - “NOBLER” - OS 40 / 46 / CB 46

 

ACROBACIA AVANÇADA - “CHEYENNE” - ST 51

NOSSOS AGRADECIMENTOS:

Ao Sr. Ferenc I. L. Zámolyi - BRA 3039 - autor deste manual, cujo texto expõe de forma clara e objetiva, orientando o iniciante na prática do esporte “VCC” - Voo Circular Controlado. Seus conhecimentos e experiências foram adquiridos praticando, construindo aeromodelos, resolvendo problemas seus e de amigos, bem como acompanhando matérias divulgadas em publicações no mundo. O autor e sócio do clube, autorizou o diretor técnico do C.A.S.A. -  utilizar e divulgar esse material e outros de sua autoria.

À Sra. Tânia Salete B. Suraci - BRA 14626 - que retrabalhou o texto do Sr. Ferenc, atualizando dados e revisando para a nova ortografia.

Ao Sr. Hernani Ramos - atual presidente em exercício no Club de Aereomodelismo de Sant’Ana - C.A.S.A., que muito se dedica para o desenvolvimento do clube e a divulgação do esporte, sempre incentivando a publicação de materiais como este.

À memória do Sr. José Arakelian o “Zé Careca”, que graças ao seu empenho e dedicação, hoje temos o C.A.S.A. que com todo orgulho é o clube de aeromodelismo “VCC”, mais bem-estruturado do Brasil.

 

CASO QUEIRA COLABORAR COM FUTURAS PUBLICAÇÕES

Com o incentivo da diretoria e da presidência do clube pretendemos periodicamente lançar Manuais como este, abordando os mais diversos assuntos relacionados ao esporte.

Para isso contamos com sua ajuda. Envie-nos um e-mail com os assuntos que deseja ler nas próximas publicações.

Teremos o máximo de prazer em esclarecer suas dúvidas, passar dicas e orientações técnicas.

E-mail:
casavcc@casavcc.com.br

EXPEDIENTE
Este Manual é uma publicação do
Club de Aeromodelismo de Sant’Ana

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