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O VCC (Voo Circular Controlado, também conhecido por U-CONTROL (nome derivado do formato da manete em “U”), é a modalidade do Aeromodelismo em que o  piloto é ligado ao avião por meio de um par de cabos que comandam os movimentos do profundor (para cima ou para baixo), fazendo o avião subir ou descer, movimentando também os flaps da asa.   

Muito difundido em países europeus, O VCC no Brasil conta com um número relativo de praticantes dedicados a esse esporte que exige concentração, dedicação e persistência. Ao contrário do que muitos pensam, o VCC é esporte sim, reconhecido pela FAI (Federação Aeronáutica Internacional) – entidade que rege todas as modalidades de esportes aeronáuticos.

Em dezembro de 1987, o Diário Oficial da União publicou a oficialização do Aermodelismo – VCC como esporte no Brasil, graças aos esforços de Walter Nutini, após 12 anos de intenso trabalho.

O VCC não é um esporte “gratuito” e como em qualquer esporte técnico, há gradações de complexidade e custo, cabendo ao praticante definir o nível de despesa que pretende e pode atingir. Analisemos isso sob um ponto de vista realista e prático. Uma “mountain bike”, uma prancha de surf, equitação, canoagem, etc, são tão ou mais caros que o AEROMODELISMO. Para colocar esta afirmação em perspectiva, basta lembrar que um carro de “1000 cc” nos leva ao trabalho, à escola ou a passeios da mesma forma que um Ferrari: o primeiro custa 22 mil reais, o segundo, 3 milhões de reais.

Deve-se levar em consideração que à medida que o aeromodelista vai se aperfeiçoando, a quebra de equipamentos vai ficando cada vez menor e há a possibilidade de reciclagem de peças e equipamentos, diminuindo o custo das novas construções.

Motores, rodas, tanques, arames, etc... tudo vai sendo aproveitado. Evidentemente, quando se inicia é impossível escapar de uma primeira despesa.

É aí que entra a necessidade de bom senso e orientação prática para evitar a compra de equipamentos inadequados ou excessivamente sofisticados, obtendo-se a melhor relação custo/eficiência possível.

Pretendemos aqui, passar alguma orientação para os interessados, instruindo-os nos primeiros passos, analisando de forma objetiva e prática os itens básicos de que deverá dispor o aeromodelista iniciante, ao menor custo possível.

Modelos como Tamanco, T-25, são os mais indicados para quem quer iniciar no VCC. Podem ser adquiridos já prontos ou em forma de kits para montar, ou ainda a partir de plantas, em que o iniciante poderá cortar as peças individualmente, o que é uma experiência muito válida para aguçar a sensibilidade visual, noção espacial, aerodinâmica e demais aspectos inerentes ao VCC.

MAS AFINAL, O QUE É DESPESA BÁSICA PRA QUEM ESTÁ COMEÇANDO DO ZERO?

Com um custo aproximado em média de R$ 500,00 R$ 650,00 é possível voar com todo o equipamento necessário, incluindo peças de reposição normais como velas e hélices (sobressalentes). Esse equipamento inclui um motor (nacional) que, se bem cuidado e corretamente amaciado, durará anos e anos, podendo ser passado de um avião para outro. Como se pode ver, nada complicado.

O AVIÃO E O MOTOR

O ideal para iniciação é um avião de tamanho médio, ou seja, para motor 25, perfi- lado (fuselagem de chapa com motor de lado), com envergadura entre 0,80 e 1,00m e acabamento simples, apenas o suficiente para selar a estrutura contra o óleo. Aviões muito pequenos em geral são desconfortavelmente rápidos e instáveis e aviões muito grandes intimidam o iniciante.

Robustez e simplicidade são essenciais, pois certamente o modelo terá que ser consertado e remendado inúmeras vezes. É importante que esteja corretamente alinhado e balanceado (em linguagem técnica, diz-se “trimado”), sem empenos, com os comandos bem livres (sem atritos) e regulados para evitar sensibilidade exagerada. Isto significa cuidado na construção, que deverá ser executada sob a supervisão de uma pessoa experiente.

UM AVIÃO DE TREINAMENTO BEM TRIMADO TEM AS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS:

• Centro de gravidade (CG) a aproximadamente 10% ou 15% da corda da asa; por exemplo, um avião cuja asa tem largura de 20cm deverá ter o CG localizado entre 2 e 3 cm atrás do bordo deataque (parte frontal da asa);

• Peso na asa externa (20 a 25g);

• Asa interna ligeiramente maior que a externa (2 a 3cm);

• Leme vertical com o bordo de fuga (parte traseira) ligeiramente para fora do círculo;

• Saída dos cabos na asa interna ligeiramente para trás em relação ao CG;

• Eixo de tração do motor, asa e estabilizador alinhados na horizontal (paralelos entre si);

• Motor ligeiramente virado para fora do círculo (olhando-se para cima). Geralmente coloca-se uma arruela nos dois parafusos de fixação dianteiros, entre o motor e o montante na fuselagem;

• Peso – todo esforço possível deve ser feito para manter o peso final do modelo baixo; entretanto a localização do CG é de vital importância e deve ser obtido mesmo que se tenha que adicionar contrapes oao nariz (provável) ou à cauda (quase nunca). Um modelo pesado de cauda (CG recuado) não voa bem, é ultrassensível, instável e pousa mal.